terça-feira, 22 de maio de 2012

Uma chance para Beethoven









O direito a vida é universal e se estende ao ser em formação, ainda não nascido.

Sob nenhuma circunstância o aborto deve ser praticado. Segundo os espíritos superiores, somente quando a mãe corre perigo, a interrupção da vida orgânica ainda não completada é aceitável, fato esse que, com o avanço da medicina, está cada vez mais raro (O Livro ods Espíritos, questão 359).

Hoje, através de exames específicos se detecta cada vez mais cedo anomalias nos bebês, ainda no útero materno. Isso é altamente benéfico, pois doenças poderão ser tratadas, sirurgias poderão ser feitas com a criança ainda dentro do ventre da mãe. Por outro lado, poderá haver o estímulo aos pais à abortarem crianças que possuam deficiências detectáveis e inaceitáveis para eles.

A Doutrina Espírita esclarece que passamos por dificuldades necessárias para o desenvolvimento do espírito. Quando uma criança nasce com deficiência ou com doenças congênitas é porque não só ela, mas também os seus familiares estão envolvidos num processo de prova ou expiação (resgate de débitos passados). O avanço científico no diagnóstico precoce e no tratamento das doenças certamente acontece por permissão e por misericórdia divina, o que não nos faz juízes do destino de seres que possam nascer “fora da normalidade” que conhecemos.

A história de Helen Keller é comovente: nasceu cega, surda e muda. Fora tratada como deficiente mental, até que o amor de uma professora, Anne Sullivan, mudou o seu destino. Com paciência e dedicação ensinou aquele ser, que viveria fatalmente na mendicância, a falar, ler, escrever, ajudando Helen a tornar-se uma das mais renomadas pedagogas dos Estados Unidos, sendo pioneira na educação de cegos. Será que em situações como essa a nossa sociedade não seria favorável ao aborto?

Zalmiro Zimmerman, ex juiz de direito, professor da PUC-SP, abordando o tema “A Antijuridicidade do Aborto”, conta-nos uma história (do jornal Folha Espírita): “Certo professor, querendo provar aos alunos o quanto pode ser falho o raciocínio humano, propôs a classe a seguinte situação: Uma mãe, grávida do 5° filho, com dificuldades financeiras, o marido alcoólatra e tuberculoso, o 1° filho cego de nascença, seu 2° filho morreu, o 3° nasceu surdo e o 4° é portador de tuberculose. Ela estava seriamente pensando em abortar. Qual a opinião dos senhores? Praticamente todos se manifestaram favoravelmente ao aborto. O professor concluiu, então, de forma surpreendente: Muito bem, os senhores acabam de condenar a morte Ludwig Van Beethoven!!!”

Reflitamos sobre o tema e não condenemos ninguém a morte, seja direta ou indiretamente, apoiando essa ideia.

(Retirado do periódico Seara Espírita – maio/2003– Contribuição de Nelci)

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