terça-feira, 22 de maio de 2012

Um Roqueiro no Além



Sinopse – “Um Roqueiro no Além” - Nelson Morais

Este livro retrata a história e depoimentos de Raul Seixas os quais relata a experiência do seu desencarne e as situações com as quais se depara no mundo espiritual.

Roqueiro famoso, surpreendido pela morte prematura causada pelo uso abusivo de álcool e de drogas, se vê diante de uma realidade que jamais imaginara.

Propagador da liberdade incondicional, por estranha ironia, submetido à lei de causa e efeito, se viu preso a sepultura durante longo período.

Mais tarde, livre dessa situação, percorreu os vales de sofrimentos até alcançar o equilíbrio. Amparado pelos benfeitores, conheceu no mundo espiritual, diversas situações em que se encontram espíritos ainda apegados aos prazeres da Terra.

Seus depoimentos, com certeza, servirão de alerta para muitos pais, cujos filhos são órfãos de carinho e compreensão. E servirão também, aos jovens e adultos de todas as idades que ainda acham que a vida é uma eterna brincadeira.

(sugestão de Victor)

Autor Espiritual: Zílio

Médium: Nelson Moraes
Gênero: Romance Vida Espiritual
Editora: Aulus

Uma chance para Beethoven









O direito a vida é universal e se estende ao ser em formação, ainda não nascido.

Sob nenhuma circunstância o aborto deve ser praticado. Segundo os espíritos superiores, somente quando a mãe corre perigo, a interrupção da vida orgânica ainda não completada é aceitável, fato esse que, com o avanço da medicina, está cada vez mais raro (O Livro ods Espíritos, questão 359).

Hoje, através de exames específicos se detecta cada vez mais cedo anomalias nos bebês, ainda no útero materno. Isso é altamente benéfico, pois doenças poderão ser tratadas, sirurgias poderão ser feitas com a criança ainda dentro do ventre da mãe. Por outro lado, poderá haver o estímulo aos pais à abortarem crianças que possuam deficiências detectáveis e inaceitáveis para eles.

A Doutrina Espírita esclarece que passamos por dificuldades necessárias para o desenvolvimento do espírito. Quando uma criança nasce com deficiência ou com doenças congênitas é porque não só ela, mas também os seus familiares estão envolvidos num processo de prova ou expiação (resgate de débitos passados). O avanço científico no diagnóstico precoce e no tratamento das doenças certamente acontece por permissão e por misericórdia divina, o que não nos faz juízes do destino de seres que possam nascer “fora da normalidade” que conhecemos.

A história de Helen Keller é comovente: nasceu cega, surda e muda. Fora tratada como deficiente mental, até que o amor de uma professora, Anne Sullivan, mudou o seu destino. Com paciência e dedicação ensinou aquele ser, que viveria fatalmente na mendicância, a falar, ler, escrever, ajudando Helen a tornar-se uma das mais renomadas pedagogas dos Estados Unidos, sendo pioneira na educação de cegos. Será que em situações como essa a nossa sociedade não seria favorável ao aborto?

Zalmiro Zimmerman, ex juiz de direito, professor da PUC-SP, abordando o tema “A Antijuridicidade do Aborto”, conta-nos uma história (do jornal Folha Espírita): “Certo professor, querendo provar aos alunos o quanto pode ser falho o raciocínio humano, propôs a classe a seguinte situação: Uma mãe, grávida do 5° filho, com dificuldades financeiras, o marido alcoólatra e tuberculoso, o 1° filho cego de nascença, seu 2° filho morreu, o 3° nasceu surdo e o 4° é portador de tuberculose. Ela estava seriamente pensando em abortar. Qual a opinião dos senhores? Praticamente todos se manifestaram favoravelmente ao aborto. O professor concluiu, então, de forma surpreendente: Muito bem, os senhores acabam de condenar a morte Ludwig Van Beethoven!!!”

Reflitamos sobre o tema e não condenemos ninguém a morte, seja direta ou indiretamente, apoiando essa ideia.

(Retirado do periódico Seara Espírita – maio/2003– Contribuição de Nelci)

domingo, 6 de maio de 2012

Sugestões de Filmes


A vida por um fio

Gênero: Suspense Duração: 84 minutos

Sinopse: Clayton Beresford Jr. (Hayden Christensen) parece ter tudo: está noivo da linda Samantha Lockwood (Jessica Alba), tem uma mãe adorável, Lilith (Lena Olin), um trabalho bem-sucedido e todo o dinheiro que um rapaz poderia querer. Mas a vida de Clay está longe de ser perfeita – seu relacionamento com Sam é um segredo, já que ela é funcionária de sua mãe autoritária, e ele precisa de um transplante de coração.

Jack Harper (Terrence Howard) é amigo e cardiologista de Clay. Jack estava presente na ocasião em que Clay teve o primeiro sintoma de problemas no coração e agora o ajuda a se preparar para a cirurgia, que ocorrerá assim que os médicos encontrarem um doador compatível com o raro tipo sanguíneo de Clay. Quando encontra o doador, sua alegria se transforma em terror, e ele experimenta uma situação que poucos imaginaram: apesar de anestesiado, fica completamente acordado durante a cirurgia, sem poder se mexer mas enxergando cada detalhe. Neste thriller baseado em um assustador fenômeno médico, as coisas se tornam sinistras à medida que a má prática da medicina começa a parecer tão monstruosa quanto um assassinato.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Transplantes de órgãos






Transplantes de órgãos


Entenda o que é o transplante de órgãos e conheça suas vantagens e desvantagens. O primeiro relato de um transplante de órgão data do século II A.C. na Índia. Desde essa época já se transplantava pele de uma região do corpo para outra como tratamento de queimaduras e feridas graves.


Porém, o transplante de órgãos entre indivíduos diferentes só foi possível a partir do século XX. Depois de séculos de fracassos, o primeiro transplante de sucesso ocorreu em 1954 nos E.U.A. Foi um transplante renal realizado entre 2 irmãos gêmeos idênticos. Nesta época já se sabia que o sistema imune impedia a troca de órgãos entre seres, e a inexistência de protocolos de drogas imunossupressoras limitava os transplantes àqueles que possuíam irmãos gêmeos. Como se sabe, gêmeos idênticos são geneticamente iguais, assim como um clone. Na mesma década de 1950, duas novas drogas imunossupressoras foram descobertas. Os corticóides (cortisona) e a azatioprina passaram a ser usadas, abrindo espaço para a evolução do transplante entre indivíduos diferentes.

Como ocorre a rejeição?


O corpo humano (e o de milhares de outras espécies) aprendeu que tudo que vem de fora é potencialmente fatal e deve ser combatido. E isso foi verdade até o momento em que o homem resolveu transplantar órgãos. Nosso sistema imune é programado, desde a época embrionária, para diferenciar os genes de nossas células dos genes de organismos invasores. O nosso corpo não sabe distinguir o que é perigoso do que é benéfico, por isso, se comporta da mesma maneira com um órgão transplantado ou com uma bactéria. Ele apenas ataca tudo que não for "original de fábrica".

Existe um grupo de genes nos humanos, chamado de HLA, que são os responsáveis por essa diferenciação entre o que é nosso e o que é estranho. A chamada rejeição do transplante nada mais é do que nosso sistema de defesa destruindo um órgão transplantado. Para o nosso sistema imune, aquele rim ou coração transplantados, são um conjunto de células invasoras que podem estar colocando nossa vida em risco. A ordem é simples: destruir tudo que for diferente ao que existia quando nascemos.

Como gêmeos idênticos são geneticamente iguais, o organismo reconhece o órgão transplantado como próprio e não como um invasor. Todos os doentes transplantados, portanto, precisam ser medicados com drogas que inibam nosso sistema imune. As drogas basicamente deixam as células de defesa confusas.

Isso é muito bom para o órgão transplantado, mas é péssimo caso aconteça uma invasão por bactérias ou vírus. O desafio da medicina é impedir a rejeição do órgão sem atrapalhar o sistema de defesa contra germes invasores. Por isso, o transplante é um procedimento extremamente complexo.

Até o final da década de 80, a maioria dos pacientes perdia o órgão transplantado com 1 ano. Hoje em dia, um transplante é considerado um sucesso se durar pelo menos 10 anos. Existem casos de pessoas com até 30 anos de transplante.

Todo doente transplantado precisa tomar medicamentos imunossupressores para o resto da vida.

Quanto mais parecido geneticamente forem o doador e o receptor, menos drogas serão necessárias e mais tempo o órgão transplantado costuma durar.
Receber um órgão de um irmão, mesmo que não gêmeo, é melhor do receber um órgão de um pai, que é muito melhor que receber um órgão de um primo, que por sua vez é melhor que receber um órgão de uma pessoa sem nenhuma relação familiar. Quanto mais distante geneticamente forem o doador do receptor, mais intensa é a resposta imune.

Antes de todo transplante é realizado então o mapeamento genético do doador e do receptor. Quanto mais genes da classe HLA em comum existir, maior é a chance de sucesso de um transplante. Além do HLA, o tipo sanguíneo também é importante para o transplante. As mesmas regras da transfusão sanguínea valem para o transplante de órgãos.

Como se escolhe o doador?

Obviamente alguns transplantes como coração e pâncreas só podem ser realizados por doador morto. Não se pode tirar o coração ou pâncreas de ninguém. Porém, no caso do transplante renal, uma pessoa viva pode ser doadora. Conseguimos viver perfeitamente apenas com um rim. Isso favorece a doação entre familiares e faz com que o transplante renal seja o que tenha maior taxa de sucesso.
Muitas vezes um paciente a espera do transplante tem vários doadores na família. O que fazemos é mapear geneticamente todos eles, e ao final, aquele potencial doador que for geneticamente mais parecido como receptor será o doador preferencial.

Se por algum motivo aquele doador preferencial tiver algum problema e não possa doar, passamos para o segundo mais compatível, e assim por diante. O transplante realizado entre vivos não tem fila. Ele é feito assim que se conseguir um doador voluntário e todos os exames pré-operatórios estejam prontos. Esse processo demora em média 6 meses se não houver nenhum problema.


Quando o paciente não tem doadores voluntários ou quando o transplante é de algum órgão que não permita a doação em vida, o processo é diferente. Enquanto que no transplante entre vivos escolhe-se o doador, no transplante cadavérico, quem é escolhido é o receptor. Explico. Todos os pacientes que encontram-se na fila de transplante passam pelo mapeamento do HLA. Seus dados ficam em uma rede informatizada controlada pela instituição responsável pelo transplante de órgãos. Quando há confirmação de morte cerebral de um potencial doador, a equipe de transplante é acionada para fazer o mapeamento genético deste doador cadáver. Este HLA é então jogado no banco de dados informatizado que automaticamente seleciona entre todos na fila, aquele que é geneticamente mais parecido com o doador falecido. Neste momento o doente escolhido recebe uma ligação do centro de transplante informando que ele será transplantado nas próximas horas.

Existe ainda um exame chamado de teste de compatibilidade ou "cross-match". Mistura-se o sangue do doador com o do receptor para ver se alguma reação que indique a presença de anticorpos pré-formados contra as células do doador. A presença destes anticorpos contra-indica o transplante com esse doador sob o risco de uma rejeição fulminante, não importando o quão semelhante é o HLA.


É seguro ser doador de órgãos?


Existem alguns mitos e preconceitos em relação à doação de órgãos.
Algumas famílias usam motivos religiosos para não autorizar a doação.

Mesmo que não se tenha nenhuma posição religiosa, é difícil imaginar que Deus prefira ver um órgão apodrecer e servir de alimentos para vermes, do que fazer com que o último ato de um ser humano seja salvar uma ou mais vidas, tirar pessoas das máquinas de hemodiálise ou devolver a visão a quem não enxerga. Difícil defender que um ato de tamanha bondade seja errado. Algumas pessoas temem que a retirada de vários órgãos deforme o corpo doente falecido. A remoção dos órgãos deixa a mesma cicatriz que uma cirurgia deixaria. Não há nenhuma diferença para o velório, que pode ser inclusive com urna aberta.

Existe também um medo de que os médicos não se esforcem para salvar um doente sabendo que este é um potencial doador. Isso é um absurdo! Os médicos que trabalham nas emergências não têm qualquer relação próxima com as equipes de transplantes e não recebem nenhum tipo de incentivo ou vantagem se houver uma doação de órgãos. Além disso, durante o procedimento de ressuscitação, quase nunca se tem conhecimento de detalhes do histórico clínico do doente para se saber se este poderia ser doador ou não. Só depois de constatado a morte cerebral é que o paciente passa pela bateria de testes para avaliar a possibilidade der ser doador. E a maioria das pessoas mortas não serve para doadores.

Existe um outro mito, que fala sobre o tráfico de órgãos. O transplante de órgãos é um dos procedimentos mais complexos da medicina. A quantidade de profissionais e materiais necessários é muito grande. Não é um aborto que pode ser feito em qualquer "trambiclínica". Além disso, um órgão retirado desta maneira não passaria pela tipagem do HLA e pelo cross-match já que não é qualquer laboratório que tem capacidade para realizar esse exame. Um processo destes envolveria uma quantidade enorme de pessoas, o que provavelmente nem seria lucrativo para os marginais.


Quais são os órgãos e tecidos mais usados para transplante ?

- Coração
- Pulmões
- Rins
- Pâncreas
- Fígado
- Intestino
- Estômago
- Pele
- Córnea
- Medula óssea
- Ossos

Fontes: http://www.mdsaude.com/2009/08/transplante-de-orgaos.html#ixzz1t1MNfA1B